Morte, morte morte... é algo que precisamos aceitar, pois não esta em nossas mão o direito de decidir quem morrerá. Sabemos, não provamos e não nos conformamos com as perdas para essa Senhora Morte. Isso me traz na lembraca um conto muito famoso, o dos Tres Irmaos. Sei que muitos ja sabem, mas para os que ainda não sabem, farei um breve resumo:
Ao anoitecer, três irmaos se depararam com um rio muito profundo para se atravessar e com aguas muito turvas. Porem esses irmão eram dotados de magia, e com um simples toque de varinha construíram uma ponte. A Morte perplexa com o fato, pois consumava levar as almas dos que ali morriam, apareceu no meio da ponte e fingiu comprimento-los pelo feito e concedeu a cada um um presente. O mais velho pedir uma varinha invencível, e do tronco de um salgueiro a Morte fez a Varinha das Varinhas. O segundo irmão quis humilhar ainda mais a Morte e pedir algo que pudesse trazer de volta aqueles que ela havia levado, e pegou uma pedra do chão e deu ao irmão. O mais novo e o mais sábio, pediu a Morte algo que pudesse sair dali sem que ela o seguisse, e esta cortou uma parte de sua capa e o deu ao irmão. Em um dado caminho, eles se separaram. O irmão mais velho foi a uma vila duelar, e ficou se gabando do poder da varinha, que este a teve roubada, e o ladra cortou-lhe a garganta. E assim a morte levou o primeiro irmão. O segundou tentou trazer de volta um jovem que tentara desposar mas esta morrera antes, mas ela estava fria, triste, não pertencia mais a este mundo, e o segundo irmão de suicidou-se. E assim a Morte levou o segundo irmão. O terceiro irmão a morte procurou por anos, mas só quando este estava numa idade avançada, despiu a capa e deu a seu filho e acolheu a Morte como uma velha amiga.
Este conto sempre me fez refletir. No mundo de hoje, quantos não morrem pela sede de PODER, em guerras, passando por cima dos outros, ou ainda por AMOR, mas não o amor platônico, o amor, pela minha humilde interpretação, o amor devoto, aquele que luta e morre pelos seus ideais, pelo que acredita. Mas tem aqueles, os bons, que vivem plenamente suas vidas e ao fim, acolhem a morte.
Mas pensar em morte não é fácil, não queremos perder alguém que amamos, somos possessivos, e por essas e outra não a aceitamos, lutamos contra ela brutalmente, de todas as formas possíveis e por isso a medicina foi criada, para retardar a morte.
Morte, o que é? Este é o enigma que nos persegue, não sabemos o que é, para onde iremos, se dormiremos sem sonhos, ou se tera um vida posterior. Vivemos com essas duvidas que nos consomem diariamente. Aceita-la ja e dificil, ainda mais quando esta é bruta e violenta, no Brasil morrem mais pessoas por violência do que na guerra entre pasqueistao e Israel. Isso é um absurdo!
Falar é fácil, hoje digo os que morreram só foram antes de nós, mas essa ideia de perda é dolorida. Dan Brown, no livro Inferno cria a ideia de que quando a população esta grande de mais, a natureza trata de diminui-la lançando pragas, doenças... Isso é certo? Mesmo que daqui 100 anos falte comida para tantas pessoas, mas assassina-las com doenças, é certo? é ético? humano? e quem dira que daqui 100, as pragas lançadas nn terão matado a humanidade?
Temos que primeiro refletir sobre a vida, o que estamos fazendo dela, o que podemos melhorar, para só depois pensar na morte, pois esta um dia vira, e não nos restara escolha, teremos que segui-la, mas o que nos diferenciara será a forma que a acolheremos, de forma bruta ou como uma velha amiga.
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